sábado, 29 de setembro de 2012

Uma forma de prece! (Para todos... em todos os seus dias...)




Quando amanhecer eu me levantarei
Caminharei, cada segundo, a um futuro que não prevejo...
Pois se assim fosse e esse dom eu tivesse
Teria evitado tantas lágrimas e tantos enganos
Todos os caminhos tortuosos e errôneos...
E, agora, reergo-me com uma força que não sei de onde vem
Creio que, depois de tudo, Deus ainda me tem amor e,  talvez, compaixão...
Eu tento fugir de tudo que possa impedir meu percurso
Quero ter fotos, músicas e boas lembranças até meus últimos dias...
Cada dia, um novo dia e aqueles que ficaram para trás, selados estão
Não há como apagar, assim como não há como impedir que, um dia, algo ou alguém que está ao seu lado vá embora para nunca mais voltar...
Não há como fugir da vida e quando há,  por meios imperdoáveis, é para os covardes...
Assim  como nunca poderemos, num dia qualquer, fugir do fim...
Então, ao findar de cada dia, olharei para o céu e agradecerei a Deus por ainda estar conosco...
Comigo, com aqueles quem amo, com os desconhecidos, com os muitos distantes...
Deus, sempre, esteve ao nosso lado e nunca podemos percebê-Lo...
Estávamos e estamos todos os momentos ocupados demais com nós mesmos...
Mas para aqueles que creem, ainda há como senti-lo...
E há como segurar em Suas mãos nos momentos de alegria e, essencialmente, nos de dor imensa...
Ele sempre estará... se por acaso não estiver, fomos nós que nos afastamos... Não Ele!
Ele ainda espera e, quem sabe, nos esperará para sempre...
Quando amanhecer eu me levantarei e farei preces aos meus desafetos,
Tentarei, cada segundo a mais, perdoar e esquecer aquilo que precisa ser perdoado e o que, provavelmente, deve ser esquecido...
Tudo que passou deixou e deixará só as boas lembranças...
Para que eu possa construir com amor tudo aquilo que ainda quero viver...
E espero, ao mesmo amanhecer, ser perdoada também...
Esta é a verdadeira forma de tentar ser feliz...
No revelar de cada amanhecer...
Nos fortalecendo nos braços de Deus...
E em nosso Amor por Ele e por tudo que Ele nos dá...
Não há outro caminho e se houver, não ouso arriscá-lo,
não mais...
Vamos em frente, então... 
Enxugando as lágrimas e, mesmo no ermo da dor, tentando sorrir...
Porque, afinal, não há tempo a ser perdido!

Ana Beatriz Figueiredo Mota - 29 de setembro de 2012 - 16:59

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Quando se ama só...

"E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim."



Amanheci pensando que era amor
E em nada mais eu me dava conta de que pudesse não ser...
Amei em silêncio, dias e noites e
Me propunha a um pacto...
Se realmente fosse amor, que Deus colocasse um dedo!
Estranho, mas relevante...
Não pensei que Deus, a esta altura do padecer de sentimentos,
Virasse-me as costas...
E percebi que, cada segundo a mais, Deus não colocava um dedo sequer
Mas teimosa e subversiva, continuei amando sem proposições nem lógica...
Algo dentro de mim sabia que não duraria tal intento...
A imaturidade de amores que chegam cegos e profanos
Já decrépitos, mesmo ainda sendo jovens...
Mas o amor corroia meu coração e embrutecia os meus dias e a minh’alma
Percebia, percebiam... todos, que não era amor, era uma doença desejada...
Amores doentios e seus pesares tão tardiamente pesarosos...
Um brinquedo que a criança excita-se no primeiro dia e depois esquece num canto...
E inda, um pouquinho do que restou, eu teimava em chamar de amor...
Os amigos diziam, os inimigos bradavam
“Não, não é amor”
Porque para se amar
Ou ama-te a ti mesmo
Ou dois corpos, mútuos, segregam a dádiva...
No meu caso, descobri,
(Fingindo que já não sabia desde o início):
Amei sozinha o tempo inteiro
 e amando-se só, nunca pode ser realmente amor...
Revelei-me, frente ao espelho, e propus outro pacto:
De hoje em diante, se me amam ou se não me amam
EU ME AMAREI acima de tudo
E com isto posso conquistar o mundo e quantos amores (verdadeiros) vierem!
Não com um dedo de Deus, 
mas nas palmas de Suas mãos!


domingo, 23 de setembro de 2012

Palavra...





tua palavra cala meu verbo
e silencia meu ego 
a palavra crua estampada na carne
a palavra já dita 
tua loucura 
tua súplica 
em meus cadernos
tua palavra 
céu e inferno
audácia, culpa 
ser verbal com único gesto
e tua palavra deslizando o meu sexo
sinuosa curva do paraíso
tua palavra é meu grito
pa-la-vre-an-do o excesso
a palavra numa bocarra doce
tua...
qualquer que fosse

de amor e d'outros medos
num instante
tua palavra é meu maior segredo!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

De-fi-ni-ti-vo...





Definitivo, como tudo o que é simples. 
Nossa dor não advém das coisas vividas, 
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. 

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos 
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções 
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado 
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter 
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que 
gostaríamos de ter compartilhado, 
e não compartilhamos. 
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas 
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um 
amigo, para nadar, para namorar. 

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os 
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas 
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. 

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo 
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, 
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 

Por que sofremos tanto por amor? 
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma 
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez 
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. 

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um 
verso: 

Se iludindo menos e vivendo mais!!! 
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida 
está no amor que não damos, nas forças que não usamos, 
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do 
sofrimento,perdemos também a felicidade. 

A dor é inevitável. 
O sofrimento é opcional...

(Carlos Drummond de Andrade)

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sonho...





Por um instante eu queria ser lúcida

e velar meu sono de maresia
e deitar meus braços sobre as pontes
que unem sonhos e fantasias.
Queria estar repleta de sentidos,
e de sentidos, ser exata
alheia ao mundo
fugaz ao caos
remando a vida
aparando lágrimas e estrelas.
Queria ater-me a olhares sutis, 
desvendar enigmas,
inspirar a brisa 
e fugir do tempo.
Fugir do destino do fim.
Fugir, por apenas um instante
e por tantos outros,
de mim.

Ana Beatriz - D. D.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Por misericórdia, não a tenha por mim...

"A lágrima que cai escondida,sangrando a ferida não pode ser esquecida pelo bem de sua vida..." 



NÃO PRECISA OLHAR-ME UM INSTANTE MAIS
ESTOU SANGRANDO HÁ TEMPOS
E NÃO HÁ QUEM ESTANQUE, APARE, AMPARE
AQUEÇA MINH'ALMA...

NÃO DÊ UM PASSO EM DIREÇÃO,
O SANGUE JORRA E FERVE
QUEIMA E DEVASTA A TUDO
ARRASTA-ME PARA UM ABISMO ESCURO...

VIRE-SE E VÁ EM FRENTE, DE FRENTE À SUA VIDA
ESQUEÇA QUE VIU MINHAS LÁGRIMAS E MINHA DOR
NÃO QUEIRA OUVIR MAIS OS GRITOS DE HORROR...
VÁ EMBORA PARA NÃO SOFRER JUNTO A MIM...

POIS NÃO HÁ AMOR QUE SUPORTE A MORTE EM VIDA
NÃO HÁ QUEM, POR CARINHO OU PIEDADE, FIQUE
SEM CONTAR NOS PONTEIROS DO RELÓGIO O MOMENTO DE IR EMBORA...
E SE LIVRAR DO FARDO, DA MISERICÓRDIA OBRIGADA...

DEIXA-ME SANGRAR,
AFOGAR-ME EM PRANTOS E RIOS DE SAL E SUOR
MORRENDO AOS POUCOS, SEM ESPERAR SUPOSTA ESPERANÇA...
PORQUE A MORTE É MAIS DIGNA E MAIS HUMANA...

DEIXA-ME CHORAR AS CULPAS, OS MEDOS E OS PECADOS
NAS MÃOS DE DEUS, NO AMPARO DOS VOSSOS PÉS DIVINOS
POIS ELE É O ÚNICO QUEM MERECE MINHAS DORES, MINHA, AINDA,
                                                       POUCA VIDA!

Ana Beatriz Figueiredo Mota

Encarnação Involuntária (C. Lispector)



"No fundo sou sozinha. Há verdades que nem a Deus eu contei. E nem a mim mesma. Sou um segredo fechado a sete chaves. Por favor me poupe. Estou tão só. Eu e meus rituais. O telefone não toca. 
Dói! 
Mas é Deus que me poupa." 

[Clarice Lispector]





Às vezes, quando vejo uma pessoa que nunca vi, e tenho algum tempo para observá-la, eu me encarno nela e assim dou um grande passo para conhecê-la. E essa intrusão numa pessoa, qualquer que seja ela, nunca termina pela sua própria auto-acusação: ao nela me encarnar, compreendo-lhe os motivos e perdôo.Preciso é prestar atenção para não me encarnar numa vida perigosa e atraente, e que por isso mesmo eu não queira o retorno a mim mesmo. 
Um dia no avião... ah, meu Deus — implorei — isso não, não quero ser essa missionária!
Mas era inútil. Eu sabia que , por causa de três horas de sua presença, eu por vários dias seria missionária. A magreza e a delicadeza extremamente polida de missionária já me haviam tomado. É com cuiriosidade, algum deslumbramento e cansaço prévio que sucumbo à vida que vou experimentar por uns dias viver. E com alguma apreensão, do ponto de vista prático: aonde agora muito ocupada demais com os meus deveres e prazeres para poder arcar com o peso dessa vida que não conheço — mas cuja tensão angelical já começo a sentir. No avião mesmo percebo que já comecei a andar com esse passo de santa leiga: então compreendo como a missionária é paciente, como se apaga com esse passo que mal quer tocar o chão, como se pisar mais forte viesse prejudicar os outros. Agora sou pálida, sem nenhuma pintura nos lábios, tenho o rosto fino e uso aquela espécie de chapéu de missionária.
Quando eu saltar em terra provavelmente já terei esse ar de sofrimento-superado-pela-paz-de-se-ter-uma-missão. E no meu rosto estará impressa a doçura da esperança moral. Porque sobretudo me tornei toda moral. No entanto quando entrei no avião estava tão sadiamente amoral. Estava, não, estou! Grito-me eu em revolta contra os preconceitos da missionária. Inútil: toda a minha força está sendo usada para eu conseguir ser frágil. Finjo ler uma revista, enquanto ela lê a Bíblia. 
Vamos ter uma descida curta em terra. O aeromoço distribui chicletes. E ela cora, mal o rapaz se aproxima.
Em terra sou uma missionária ao vento do aeroporto, seguro minhas imaginárias saias longas e cinzentas contra o despudor do vento. Entendo, entendo. Entendo-a, ah, como a entendo e ao seu pudor de existir quando está fora das horas em que cumpre sua missão. Acuso, como a missionariazinha, as saias curtas das mulheres, tentação para os homens. E, quando não entendo, é com o mesmo fanatismo depurado dessa mulher pálida que facilmente cora à aproximação do rapaz que nos avisa que devemos prosseguir viagem.
Já sei que só daí a dias conseguirei recomeçar enfim integralmente a minha própria vida. Quem, quem sabe, talvez nunca tenha sido própria, senão no momento de nascer, e o resto tenha sido encarnações. Mas não: eu sou uma pessoa. E quando o fantasma de mim mesma me toma — e então é um tal encontro de alegria, um tal festa, que a modo de dizer choramos uma no ombro da outra. Depois enxugamos as lágrimas felizes, meu fantasma se incorpora plenamente em mim, e saímos com alguma altivez por esse mundo afora.
Uma vez, também em viagem, encontrei uma prostituta perfumadíssima que fumava entrefechando os olhos e estes ao mesmo tempo olhavam fixamente um homem que já estava sendo hipnotizado. Passei imediatamente, para melhor compreender, a fumar de olhos entrefechados para o único homem ao alcance de minha visão intencionada. Mas o homem gordo que eu olhara para experimentar e ter a alma da prostituta. o gordo estava mergulhado no New York Times. E meu perfume era discreto demais. Falhou tudo.



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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Para quem realmente merece estas palavras...


"Alguém, alguém um dia vai se vingar
Vocês são vermes, pensam que são reis
Não quero ser como vocês (nem mais estar em meio a vocês)
Eu não preciso mais
Eu já sei o que eu tenho que saber
E agora tanto faz..." (Capital Inicial) 

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Eu pensei em escrever cartas, em escrever nos muros com letras garrafais, mas penso que postura é algo a ser zelado até as últimas consequências e não quero mais me rebaixar até vocês... Só há coisas presas aqui dentro de mim, que por minha índole humanitária, avilta às injustiças, faz com que eu não consiga e nem queira me calar... E, talvez, nem deva, devido ao fato das humilhações, das palavras cheias de sombras e maus agouros às quais, tantas vezes, me foram proferidas... Desejaram minha queda, minha destruição, meu sofrimento... Disseram-me que, até mesmo, estariam de pé para aplaudir meu fim... Então vos digo, a vocês, a todos estes que soltaram rojões internos de felicidade pela dissipação da minha família, que não sabem o que é para uma criança verem os pais separados, tristes, isolados d'uma criatura tão doce e ingênua que não pediu nem merece do mundo uma dor tão grande. Aos HIPÓCRITAS que mandam felicitações de aniversário para minha filha, mas que murmuram contra a própria família dela nas trevas... Trevas, sim, pois no coração de vocês não há luz  nem misericórdia... Eu nem deveria estar perdendo meu hábil e precioso tempo escrevendo para LIXOS humanos... Mas é minha voz de revolta que vocês, poucos seres, não conseguirão calar... E para quem pensou, sequer um dia, que se veriam livre de mim, da SUPOSTA dor que causei... Digo-lhes: vocês deveriam ter mais o que fazer que entrarem em relacionamentos alheios para perturbá-los, para tentar destruí-los... Todo o mal que se deseja volta somente a você mesmo... Já ouviram esta premissa ou a ignorância é tão grande? Talvez maior que seus frios corações, se é que possuem um... Antes, vocês não se livraram da minha presença, pois nunca, em momento algum fiz questão de entrar em vossos lares e olhar para vossas caras desprezíveis... Antes, agora, EU posso dizer que EU SIM me livrei do maior dos fardos que foi o de lidar com pessoinhas baixas, medíocres, desumanas, e que, por caso irônico do destino, pensam ser muita coisa...

         LIXOS HUMANOS... é a palavra...
Sintam-se honrados, pois até mesmo o lixo material tem seu valor, o que não é o caso de vocês!




AGORA POSSO DIZER: EU SOU LIVRE!
LIVRE DO LÔDO E DA SUJEIRA DE VOCÊS!


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Sejam felizes, se suas consciências assim 
permitirem...




quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A hipocrisia dos palhaços...



O ódio é iminente quando o lixo vem à tona...
E os "amigos" pensarão em matar ou morrer porque sempre foram parte deste lixo...
Não tenho vergonha em falar que usei drogas e que me arrependi, pelo simples fato, da minha educação moral, passada pelos meus pais, não fazerem consenso com o que ando vendo do mais baixo que há nos jovens de hoje...
Não tenho medo de clamar e ratificar que quando amo alguém, eu cuido e, cuidando, me certifico se os atos não estarão à espreita pelos "falsos amigos"... Tudo muito claro...
Ninguém aceita os erros, ainda mais diante dos pais... Ninguém aceita perder a imunda individualidade regada à ópios e demais podridões...
Não me importo com insultos, pois sei que virão... Mas não sou como "eles". Tenho mesmo é pena, misericórdia de todos...
Afinal, seres que nem sequer creem no poder de um Deus maior, não são nada...
Só conhecerão a face de seus medos e arrependimentos na hora devida, na hora da solidão...
Não sou perfeita e longe de mim, mas me humanizo diante destas almas sujas, tão sem consolo e luz...
Um dia, tarde ou não, reconhecerão a face do Deus criador...
É o que espero...
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E espero também que não esperem o beck terminar para caírem em si....


O que é o fim?




Apenas cansei de perdoar...
não quero procurar mais essência em todas as coisas
Não mais desejar a felicidade sem sustento
E, por isso, não choro mais
Não me animo mais com estas coisas vãs que a vida traz
Porque, logo depois, as leva de volta
E tudo torna-se nada, nada, nada...
Eu poderia falar da morte...
Mas creio que a morte não é mais amargo
Que perder em vida...
Que ver alguém partir ainda inteiro e quente
E dobrar a esquina sem nem sequer dizer adeus...
A morte nem seria suficiente,
À viuvez, aos dias de luto, ao mármore frio
Se a vida, em si, já não trouxesse todos estes martírios
Ser viúva de marido vivo,
Me enlutar pela perda d’um falso amigo,
Descer ao mármore gélido do coração dos ingratos...
Toda vida é mais descarada e nefasta que a morte...
Tenho medo de viver, de aprender a viver essencialmente
E passar a me contentar com pouco
E tornar-me um zumbi de Deus
Por trás d’um coração doentio e solitário...
A morte seria mais íntegra e decente...
A morte não é, nunca foi mais dolorosa que esta vida de merda!